segunda-feira, 9 de agosto de 2010


Propolis



A Propolis é um antibiótico natural isento de efeitos colaterais, como tal utilizo-a nos meus canários.
Existe na natureza uma resina que reveste os frutos de algumas plantas como o pinheiro, o salgueiro, a cerejeira, etc, que as abelhas recolhem e elaboram com as enzimas das suas secreções, a Propolis.
As propriedades terapêuticas da Propolis foram descobertas em tempos remotos. Já os antigos egípcios a utilizavam para cuidar do aparelho respiratório, de estados gripais, infecções de pele, cicatrização de feridas e outras infecções variadas.


Composição química:
• 50% de resinas e bálsamos: ácidos urânios, ácidos aromáticos, etc;
• 30% de gorduras e vitaminas: ácidos gordos, óleos essenciais, vitaminas do grupo B, vitamina C, vitamina E;
• 10% de polifenóis: flavonóides (Galantina);
• 5% de Pólen;
• 5% de Sais minerais: cálcio, cobre, ferro, bário, crómio, etc.

Parece que são os ácidos orgânicos e os polifenóis, contidos na Propolis, que desenvolvem, principalmente, uma dupla acção antibacteriana (bacteriológica e bactericida) que, tanto impede a multiplicação das bactérias como as mata.
Além da propriedade antibacteriana, tem uma outra propriedade que para nós criadores, é de extrema importância. É um antimicótico de largo espectro. Actua, sobretudo, contra a Cândida e Microporo, graças à presença dos polifenóis que bloqueiam o crescimento dos fungos. As abelhas que, segundo um instinto natural, reconhecem na Propolis esta função e utilizam-na para revestir as paredes dos casulos onde a abelha rainha põe seus ovos, como defesa ao ataque de fungos e bactérias.
Desenvolve uma acção imuno-estimulante que faz aumentar a resistência do organismo graças ao efeito dos flavonóides (galantina) e da vitamina C, os quais estimulam a síntese dos anticorpos e potencializam o sistema imunológico contra os agentes patogénicos.
Segundo as afirmações de fitoterapeutas de renome, a Propolis não tem efeitos colaterais e pode ser utilizada também por longos períodos e em doses mais elevadas.
A Propolis, devido às suas múltiplas acções e, por ser um antibiótico natural de largo espectro, pode ser usada na ornitologia sobretudo na prevenção de formas bacterianas intestinais que no período de incubação prejudicam os filhotes até o nascimento. Pode ser usada, também, nas doenças das vias respiratórias, nas dermatoses das patas que frequentemente provocam inflamação e rubor devidos aos erros alimentares, picadas de insectos e falta de higiene.


Onde encontrar a Propolis:
Para as nossas necessidades podemos utilizar a Propolis que aparece no comércio na forma de solução (gotas) e que é encontrada à venda nas ervanárias.


Modo de usar (posologia):
• 20 gotas em cada litro de água de beber no período de preparação às incubações por 15 dias consecutivos. A mesma dose durante 7 dias consecutivos após o nascimento dos filhotes;
• 30 gotas por litro de água de beber durante um período de 20 dias, no momento em que uma infecção for manifestada. É prudente neste caso intervir aos primeiros sintomas. Suspender durante 10 dias e repetir a administração por mais 10 dias;
• para as restantes doenças cutâneas, algumas gotas duas vezes ao dia sobre as áreas afectadas.


Conclusões:
A própolis também pode ser utilizada junto com outros antibióticos sintéticos. Para quem não pretende renunciar aos antibióticos tradicionais, assim terminada a utilização deste, é conveniente prosseguir 10 dias com Propolis. Esta precaução tem o objectivo de minimizar a queda das defesas imunológicas provocadas pelo antibiótico sintético, redução esta que origina a reincidência da doença.

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